You are currently browsing the monthly archive for Dezembro 2016.

the-one-who-does-not-judge-has-two-friends-by-h-koppdelaney

The one who does not judge has two friends. H. Koppdelaney

Adaptado de O Tao Lunar, Deng Ming Dao

O solstício de Inverno é comemorado quando a luz solar num dado hemisfério está no ponto mais fraco e o dia é o mais curto. A comemoração está profundamente ligada à observação da relação entre Yin e Yang: o Yin está no seu apogeu e, no entanto, as pessoas sabem que deve recuar à medida que o Yang se tornará ascendente a cada dia daqui em diante. Como todos os outros festivais, o solstício de Inverno é uma altura de reunião com a família.

fu-retornoO solstício de Inverno era visto como um tempo de descanso e renovação. Durante o inverno, a energia vital está está adormecida e a natureza descansa. O movimento que trará uma restauração da vida está agora debaixo da terra, tal como a linha Yang no fundo do hexagrama 24 “Retorno”, que representa este período.

Os sábios sugerem assim o que devemos fazer sempre que há trevas na nossa vida: descansamos e renovamo-nos. Quer isso signifique o retorno da saúde após a doença, o retorno da compreensão após o conflito ou o retorno da boa ventura após o desastre, o retorno do bem na altura própria tem que ser permitido, fortalecendo-o pelo descanso e cuidada atenção.

Cada ano tem o seu dia mais escuro. Quem de nós passa por trezentos dias sem qualquer infortúnio ou dificuldade? O problema pode muitas vezes levar-nos à loucura e deixar-nos a olhar perplexos para a escuridão através das nossas janelas. Para todos nós, então, o solstício de Inverno é uma lembrança de que a escuridão chega ao seu maior extremo precisamente durante um dia.

O calendário lunar Chinês é regulado pelo solstício de Inverno. Assim este dia é o ponto de referência para o ano que vem. Em qualquer momento da vida poderemos encontrar-nos num Inverno e sentir que atravessamos o período mais escuro de sempre. Pense neste dia e faça o que tem sido feito por milhares de anos: unirmo-nos com família ou amigos próximos, nutrirmo-nos e aos outros, fixarmos a intenção na verdade dos ciclos e procurar refúgio no sagrado.

Anúncios
winter-lights
“O fundo do coração é mais distante que o fim do mundo.” provérbio Chinês

Num período de trinta anos, o cancro tornou-se uma das principais causas de morte não natural em nações desenvolvidas.

O custo direto do tratamento do cancro nos Estados Unidos ascende aos 103 biliões de dólares. Já o custo indireto devido a estas partidas prematuras acrescenta mais 161 biliões.1 Com um aumento que parece exponencial, qualquer um poderá hesitar em considerar um futuro cenário.

Tai Lahans, uma conhecida médica oncologista autora na área da medicina Chinesa, eloquentemente explica a ontogenia da epidemia do cancro nos nossos dias:

“Os fatores externos confundem-se com os fatores internos, mas todos se resumem a como vivemos: o florescimento da população humana que vive em meios sobrelotados, sem conexão entre si ou com o mundo natural e impulsionada pela necessidade de sobreviver na condição da vida moderna.

Os mecanismos externos são nosso estilo de vida atual e tudo aquilo em que nos envolvemos de forma destrutiva. Os mecanismos internos são os resultados destes comportamentos destrutivos: todos os impactos mensuráveis em relação aos fatores de crescimento, lesões genéticas, deficiências imunológicas, inflamação crónica e assim por diante.

A medicina moderna trata os mecanismos internos, mas presta pouca atenção aos mecanismos externos. Os profissionais de saúde convencionais consideram que apenas tratam doenças, não que, antes de qualquer protocolo, são guardiães da vida das pessoas; Possuem apenas metade da história como base para as intervenções.

Ao contrário das doenças infecciosas, é feita uma distinção em relação aos óbvios problemas de saúde pública que envolvem os cancros. Nenhuma medida de saúde pública é tomada quando se trata de cancros. Há diversas razões económicas, políticas e sociais pelo qual isto acontece. Não existem razões científicas pelas quais os cancros não devam ser considerados do domínio da saúde pública. “2

Certamente, há também um aspecto social, sinónimo de uma orientação de natureza patriarcal, beneficiando mais a uma elite com maiores recursos financeiros, dividindo as pessoas mais do que unindo-as.

À medida que avançamos nesta realidade, há também uma luta para evitar a abordagem reducionista, em prol de uma visão verdadeiramente integrada e holística da saúde, da doença e dos seus mecanismos.

Apesar das muitas maravilhas que a ciência e a tecnologia nos trouxeram desde o século passado até ao presente, devemos ainda permitir que esta orientação continue a ser a luz que guia a nossas vidas? Até que ponto a crescente presença dos cancros é uma resposta a este desequilíbrio?

Seja qual for a conclusão a que cheguemos, devemos explorar todos os recursos minimamente sensatos. Possivelmente uma perspectiva integral, informada de forma significativa pela ontologia da medicina Chinesa possa lançar luz sobre uma revolução em curso que busca novas significâncias, uma nova sabedoria.

1.1.“Cancer in 2014 – Cancer Progress Report.” 2016. Accessed December 19. http://cancerprogressreport.org/…/Pages/cancer2014.aspx….

2.Lahans, Tai. 2013. The Geology of the Modern Cancer Epidemic. WORLD SCIENTIFIC. doi:10.1142/8629.

CANCER, PUBLIC HEALTH AND CHINESE MEDICINE

In the span of 30 years, cancer became one of the main causes of unnatural death in developed nations. If the direct cost of treating cancer in the United States amounts to around $ 90 billion, the indirect cost due to these premature deaths adds a further $ 130 billion.1 Anyone may hesitate to face the future possibilities, as the rise in numbers seems growing exponentially.

Tai Lahans, an American Chinese medicine oncologist woman who did her Ph.D. in Beijing, China, eloquently explains the ontogeny of cancer epidemics in our modern days:

“The external factors mingle with the internal factors, but all boil down to how we live: the burgeoning of the human population living in unusually crowded conditions without connectedness to one another or to the natural world and driven by the need to survive comes close to describing the condition of modern life.

The external mechanisms are our current lifestyle and all of those things we engage in that are destructive. The internal mechanisms are all of the measurable impacts regarding growth factors, genetic injuries, immune deficiency, chronic inflammation, and so on —the results of that destructive behavior.

Modern medicine treats the internal mechanisms but pays little attention to the external mechanisms. Conventional medical providers see themselves as disease treatment purveyors but not as guardians of people’s lives; they have only half of the story as the basis for their interventions. Unlike infectious diseases, a distinction is made regarding the obvious public health issues of cancers. No public health measures are taken when it comes to cancers. There are many economic, political, and social reasons why this is true.

There are no scientific reasons why cancers should not be considered within the public health domain except that public health equals prevention, and cancers, according to modern biomedicine, are not preventable.”2

There is a social aspect to it as well: it is patriarchal in nature, it benefits more an elite that has more financial resources, perhaps dividing people more than uniting them.

Amidst this fact, there is also a fight for avoiding the reductionist approach, in behalf of a truly integrated, holistic view of health and disease and its mechanisms.

Albeit the many wonders that science and technology have brought us in the last and present century, should we still allow it to remain the guiding light in our lives? To what degree is the growing presence of cancers a response to this lopsidedness?

1.1.“Cancer in 2014 – Cancer Progress Report.” 2016. Accessed December 19. http://cancerprogressreport.org/…/Pages/cancer2014.aspx….

2. Lahans, Tai. 2013. The Geology of the Modern Cancer Epidemic. World Scientific. doi:10.1142/8629.

Deixe aqui o seu email para subscrever ao blog e receber notícias via email

Junte-se a 1.450 outros seguidores

Dezembro 2016
S T Q Q S S D
« Nov    
 1234
567891011
12131415161718
19202122232425
262728293031